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Criatividade: como desenvolver o potencial criativo

Como desenvolver a criatividade

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Que a criatividade é importante para os negócios em tempos de crise, é um fato irrefutável. Por outro lado, que a criatividade pode ser desenvolvida, é uma fato pouco conhecido pelas as pessoas. 

Estamos passando por um momento sem precedentes, cheio de desafios, mas também de oportunidades. No meio disso, a verdade é que precisamos usar nossa criatividade, seja para amenizar prejuízos financeiros, para manter as crianças e os jovens entretidos ou até mesmo cuidar de sua saúde mental.

Em tempos de crise é amplo o consenso sobre a necessidade de empoderar as pessoas para que possam inovar. Ouvir frases como “precisamos ser criativos para resolvermos os problemas” ou “a criatividade é importante para os negócios em tempos de crise”, já estão até se tornando clichês. Mas o fato é que tudo isso é uma verdade. 

Entretanto, para muitos, aí começa um dilema. Muitos se perguntam, “Mas como ser criativo?” outros  afirmam “eu não sou uma pessoa criativa. Não nasci com este dom”.

Saiba que todos nós nascemos com a criatividade em ebulição. Sim, nascemos extremamente criativos. 

No entanto, esse potencial inato vai sendo bloqueado durante o nosso crescimento, pelo simples fato de não sermos estimulados a desenvolvê-lo, nem no ambiente familiar, menos ainda no ambiente escolar.

Estou falando isso pois tem gente que acha que a pessoa já nasce com o talento. E isso não é verdade.

Ser criativo tem muito mais a ver com um processo de libertação do medo de não ser aceito, de não valer a pena e principalmente, do medo de errar.

Sim, o medo também se estende para o potencial criativo.

Muita gente tem medo de criar algo novo, de colocar em prática a sua ideia pelo medo de fracassar. Ficam limitadas a exercer sempre os mesmos comportamentos e atitudes pelo receio de ousar.

A criatividade, longe de exigir raros dons e habilidades, depende do que você acredita que é capaz de fazer com os talentos e habilidades que já tem.

A boa notícia é que a criatividade pode ser desenvolvida através de métodos. Sim, há vários métodos para desenvolver a criatividade. Eu vou compartilhar com você neste artigo o método que eu uso. É um método, simples, cientificamente comprovado e muito, muito eficaz. 

O interessante deste método é que ele foi criado através de uma profunda análise sobre as formas de pensar do ser humano que resultou na simbolização de quatro papéis. Ao refletir sobre algo nós usamos quatro posturas diferentes: primeiro deve perceber, depois refletir, após concluir e, por último, agir. Estes papéis podem ser representados na forma dos quadrantes cerebrais: o Explorador, o Artista, o Juiz e o Guerreiro.

E este é um método que utilizo quando vou escrever um novo livro, desenvolver uma palestra, buscar a solução para um problema, criar um novo projeto e até mesmo em meu planejamento pessoal. 

O método que eu uso foi desenvolvido pelo psicólogo norte americano Roger Von Oech. São 4 etapas simples. Este método faz parte de um estudo sobre criatividade e a capacidade de tomar decisões e resolver problemas.

O que torna este método muito eficiente, é o fato de ele fazer com que você tenha que adotar dois modelos mentais: o modelo do pensamento difuso e o do pensamento concreto. O modelo de pensamento difuso é utilizado nas duas primeiras etapas do método e o modelo de pensamento concreto é utilizado nas duas últimas etapas. 

Se você se perguntou: o que é isso? Vou explicar rapidamente.

 

Diferença entre pensamento Difuso e Pensamento Concreto

pensamento difuso é metafórico, aproximativo, é um tipo de pensamento capaz de lidar com as contradições e, desta forma, possui muitas respostas certas.

pensamento concreto tem um perfil definido de certo e errado, por sua vez tem de ser lógico, preciso, exato, específico e consistente.

Resumidamente: O pensamento difuso, é aquele para o qual existem muitas possíveis respostas certas.

Já o pensamento concreto, ao contrário, busca um perfil definido com base em duas únicas possibilidades de respostas aos questionamentos que possam surgir: certas ou erradas. 

Entendido a diferença entre pensamento difuso e pensamento concreto, antes de começar a colocar a técnica em prática, você tem que ter a resposta para uma pergunta muito simples e importante: O que eu quero? Identifique claramente seu objetivo.

Identificado isso, podemos colocar o método em prática

 

Técnica apresentada por Roger Von Oech

Depois de ter a resposta para esta pergunta é que você irá colocar a técnica em prática. Falando de forma metafórica, seria como você vestir quatro camisas onde cada uma representa a uma parte do seu cérebro (quadrante cerebral), duas relacionadas ao hemisfério direito do cérebro – considerando o hemisfério da criatividade, é aqui que desenvolvemos o pensamento difuso e as duas relacionadas ao hemisfério esquerdo, o pensamento concreto, lógico – pensamento concreto.

O Explorador

O Explorador busca obter informações no mundo para justificar a sua curiosidade. Ele não se preocupa com a qualidade das informações e sim com a quantidade. Experimenta várias abordagens e ângulos. Sua característica básica é a ousadia. Esta mentalidade investigativa é essencial para o início do processo criativo.

O Artista

O Artista dispõe de todos os dados que o Explorador obteve e os adapta, transforma, inverte, reinventa, compara, distorce e associa, de todas as formas possíveis. Esta fase é a incubadora de ideias e nada deve ser criticado. A melhor frase para defini-lo é a de Linus Pauling: “O melhor jeito de se ter uma boa ideia é se ter uma porção de ideias“. A visualização ajuda muito neste processo.

O Juiz

O Juiz é o terceiro papel criativo. Ao contrário do que se pensa, este é um papel extremamente positivo e importante. Muitas ótimas ideias se perdem por não se usar o lado juiz no momento certo. O Juiz avalia o que o artista criou e questiona a sua adequação e viabilidade, adaptando os recursos disponíveis. 

Ele sempre se pergunta: “o quê / quando / como / quanto? ” E, também se pergunta, após a implantação de ideias: “o que pode ser melhorado? O que aprendi com as falhas? O que aprendi com os acertos? ” 

Este lado da mente é uma das funções mais recentes, evolutivamente falando, do cérebro humano, o que justifica a dificuldade que temos de empregá-la apropriadamente.

Muitas vezes nós permitimos que o Juiz invada o papel do Explorador ou do Artista, impedindo o desenvolvimento adequado de suas funções. Ou, ao invés, bloqueamos o Juiz, dificultando as avaliações isentas de nossas decisões. Uma boa frase para o nosso Juiz é a seguinte: “Os erros são um sinal de que estamos experimentando novos caminhos” (Roger Van Oech).

O Guerreiro

O Guerreiro é o quarto papel criativo. Ele obtém as ideias aprovadas pelo Juiz e as implanta. O Guerreiro é o Fazedor Interno e o Realizador – detém a chave da Motivação. Não é suficiente utilizar bem o Explorador, o Artista e o Juiz, se pecamos em impedir que o Guerreiro se manifeste. Esta parte está principalmente localizada no HCD, em sua parte anterior, e é que nos encaminha para a realização.

Uma boa frase para o Guerreiro seria: “O Guerreiro toma tudo como um desafio. O homem comum toma tudo como bênção ou maldição.” (Carlos Castaneda). O Guerreiro deve ser imune às críticas, pois o Juiz já teve tempo para verificar todas. O Guerreiro não deve ser cego ou teimoso e nem soberbo, mas manter-se firme, caso continue recebendo “feedback” das outras partes de sua mente.

Este é o método que eu uso já há aproximadamente 10 anos. Conhecer os quatro passos do processo criativo, caracterizados pelos personagens Explorador, Artista, Juiz e Guerreiro, permite que você consiga identificar quais passos precisa fortalecer para potencializar o seu processo criativo.

DICA: Permita-se vivenciar esse processo de forma a interpretar todos os personagens apresentados.

Se você perceber dificuldades, analise se os seus papéis criativos por acaso não estão misturados ou enfraquecidos. O ponto chave deste método é que os papéis sejam utilizados na hora certa: quando for hora de perceber, perceba; na hora de refletir, reflita; na hora de concluir, conclua; e na hora de agir, aja.

O que eu acho interessante neste método é que além de um excelente método para desenvolver e explorar nosso lado criativo, os quatro passos, ou as quatro fases do processo, apresentadas nos personagens que acabamos de ver, ele nos convida também a uma reflexão sobre nossa própria realidade. 

Pense: O quanto esses personagens têm feito parte de sua vida? Há algum deles que se sobressai? Qual é?

A maioria das pessoas tomam decisões apenas com a camisa do Juiz, utilizando como fonte de informação  o que os outros pensam, falam, julgam. E isso é um perigo, pois quem tenta se analisar com base no que outra pessoa pensa, será sempre um ser humano de segunda mão.

Além disso, os erros são um sinal de que estamos experimentando novos caminhos. 

Tomas Edson, inventor da lâmpada elétrica já falava lá em 1879, que ele aprendeu muito mais com os seus erros do que com meus acertos. E isso ele falou após ter realizado mais de mil experiências para conseguir fazer a lâmpada funcionar. Inclusive, há uma frase famosa do inventor que diz o seguinte: “um gênio se faz com um por cento de inspiração e noventa e nove de esforço”. Ou seja, o esforço foi um elemento fundamental do seu sucesso. E o esforço está na camisa do guerreiro. O que você acha disso?

Chegamos ao fim deste artigo. Este conteúdo está disponível em áudio, no formato Podcast, de uma forma ainda mais completa. Pode ser uma excelente para quem quer se aprofundar ou testar a técnica. Você poderá ouvi-lo logo abaixo!

Até a próxima! 

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Katiane Vieira
Katiane Vieira

Escritora, palestrante e atitude e empreendedora social com foco em desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é motivar as pessoas de todos os cantos do mundo a fazerem mais para que possam viver uma vida mais feliz, seja para obter mais benefícios de suas atividades diárias ou para viver uma vida cheia de emoções positivas e realizações únicas.

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