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Katiane Vieira

O que aprendi com a morte do meu pai

pai

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Saber conviver com a finitude é entender que o dia a dia precisa ser intenso e amoroso sempre. O processo de luto não é fácil, mas olhar para a dor faz parte do caminho.

Foi em 23 de agosto de 2015, um lindo domingo de sol, meus pais chegaram em minha casa para mais um daqueles jantares em família, e nas mãos, alguns exames. Minha mãe disse: “Seu pai não se sentiu bem, passamos em uma clínica 24 horas antes de vir para cá, fizemos alguns exames, a médica de plantão nos encaminhou para um especialista”.

Eu não sou médica, mas peguei rapidamente aqueles exames, olhei, e em um deles, era evidente: havia algo ali que não deveria ter. Não perdi tempo. Anotei o telefone do médico indicado, e na segunda feira, no primeiro horário, marcamos uma consulta.

No dia e hora marcada, lá estávamos nós: eu, minha mãe e meu pai. O médico examinou meu pai, pediu mais um monte de exames, que já fizemos na semana seguinte, e quando o resultado saiu, lá estávamos nós três outra vez. O médico olhou o exame com atenção e com muito cuidado, escolheu as palavras para nos explicar o que estava acontecendo.

Não vou mentir. Por um momento, quando ouvi o diagnóstico, fiquei desorientada, senti raiva, ansiedade, medo, preocupação, angústia. Quando olhei para o meu pai, percebi que ele estava me olhando, e em seu olhar, observei que ele estava tão desorientado quanto eu. Minha mãe, já chorava. Naquele momento pensei: “Antes de mais nada, CORAGEM”, pois a partir daquela data, nossas vidas não seriam mais as mesmas. Nossa desconfiança acabara de ser confirmada. Câncer, e em estágio avançado, este foi o diagnóstico.

Meu pai nunca soube, mas naquele mesmo dia, antes mesmo de sairmos da clínica, enquanto ele aguardava a secretária marcar nova consulta e exames, eu liguei para meus irmãos, confirmei o diagnóstico, e finalizei com a seguinte frase: “Antes de mais nada, CORAGEM!”.

Marquei com eles um café lá na minha casa, para às 17h30min daquele mesmo dia. Um pouco mais de duas horas, era o tempo que eles tinham para chorar, sentir raiva, ansiedade, medo, preocupação, angústia e assimilar. Desta forma, durante o café, que seria o momento onde eu falaria do diagnóstico, e eles “fingiriam não saber”, todos estariam um pouco mais fortes, para neste momento podermos, juntos, dizer ao nosso pai: “Antes de mais nada, CORAGEM!”. E foi o que aconteceu.

Nos dias seguintes começamos por uma busca desenfreada por informações e especialistas em diversas áreas. Começamos o tratamento, que para nossa alegria, começou a surtir efeito. As festas de fim de ano vieram, estávamos todos felizes, esperançosos, determinados e antes de mais nada, corajosos. O fim do ano é sempre um bom momento para pensarmos um pouco sobre a vida, e naquele ano tínhamos motivos extras para refletirmos.

As coisas iam caminhando bem, os exames realizados no inicio de dezembro de 2015 haviam nos mostrado que o tumor já tinha diminuído pela metade. Entretanto, no inicio de fevereiro de 2016, meu pai nos confessou que os sintomas que ele sentia antes de iniciar o tratamento, haviam voltado. Refizemos os exames, e com muito pesar, recebemos a noticia de que o tratamento já não estava mais funcionando, e o tumor estava um pouco maior, comparado com quando descobrimos a doença.

Dali por diante, tudo complicou. Iniciamos um novo protocolo, que é como os especialistas chamam os medicamentos quimioterápicos, e em maio de 2016 o médico pediu para que eu chamasse meus irmãos. Ele queria falar com todos os filhos. Somos em quatro, e nesta consulta, minha filha que na época tinha 20 anos, também estava presente. Eu não queria, mas ela insistiu muito para ir, me disse que era importante para ela. E ali, ouvimos o que ninguém quer ouvir: “o organismo do seu pai não está respondendo a nenhum tipo de tratamento. Já utilizamos todos os tipos de protocolos de quimioterapia, fizemos radioterapia, e nada funcionou.”

A dor se instalou. Olho a minha volta, e só vejo angustia, medo, ansiedade e tristeza.

Nos meses que se seguiram buscamos a opinião de outros profissionais, falamos com outras famílias, e nada. Buscamos até novos protocolos que estavam sendo testados. Só restava nos concentramos nos cuidados paliativos para buscar melhoria em sua qualidade de vida.

Em outubro de 2016, dias após ter recebido alta do hospital, por onde ficou internado por quase duas semanas por conta das fortes dores que ele sentia, e onde os exames mostraram que o câncer já tinha se alastrado também para os pulmões, meu pai chegou perto de mim e disse que queria me fazer dois pedidos. E eu prontamente respondi: “Pode fazê-los, pai.”

E estas foram as palavras dele: “Filha, você tem sido minha parceira. Tem cuidado de mim, da sua mãe, e ainda se preocupa em tranquilizar seus irmãos, e o resto da família. Você é forte. Eu sei que não vou viver por muito mais tempo, por isso eu quero te pedir duas coisas: a primeira é que eu quero morrer na Gamboa, na minha casa da Gamboa, não quero morrer em um hospital. Isso é muito triste. A segunda é que você cuide de sua mãe, do Hermes (meu irmão) e de suas tias Cotinha e Liquinha (é como ele chamava minhas tias, suas irmãs). Você pode fazer isso por mim?”

Com os olhos cheios de lagrimas e o coração cheio de tristeza, eu respondi: “É claro que sim, pai. Mas primeiro eu preciso conversar com os médicos para aprender os cuidados necessários, e para saber o que fazer quanto aos diversos sintomas e situações que poderão existir, aparecerem.”

Depois de um curso intensivo sobre cuidados paliativos no tratamento de câncer, o que inclui inclusive aplicação de morfina injetável, em novembro de 2016 me mudei com eles para a Gamboa. Isso inclui minha filha e meu marido. Realizamos na casa dos meus pais as adaptações necessárias para que ele e minha mãe ficassem bem instalados (minha mãe não saiu do lado dele nem por um instante). E passamos a morar ali.

Nas semanas que se seguiram fomos vendo, pouco a pouco, o homem forte e destemido, ficando mais magro e perdendo suas forças. Quando chegou o natal ele já andava com dificuldade, falava baixo e devagar, mas continuava a sorrir o tempo todo. No primeiro dia do ano, vi pela a primeira vez meu irmão mais velho chorar. O que desejar nesta virada de ano?

Na semana seguinte, veio a dificuldade em andar, comer sozinho, falar, sair da cama. No sábado, dia 14 de janeiro de 2017 era aniversário da minha cunhada, estávamos todos ali, mas meu pai já não conseguia sair da cama. E no dia 15, ele partiu. Ali, na casa dele, na Praia da Gamboa, como havia me pedido.

Embora sabíamos que este dia estava próximo, a dor que senti, não consigo descrever em palavras. Naquele momento eu só pensava que tinha realizado o primeiro pedido dele, agora faltava o segundo: cuidar daqueles que ele achava que “sofreriam mais”. E foi o que fiz. Me mantive forte, e me concentrei em ajudá-los a suportar a dor que se instalava em nossa família naquele momento.

Desde a descoberta do câncer, meu foco passou a ser o tratamento do meu pai. Eu estive presente a cada consulta, cada exame, cada quimioterapia e cada sessão de radioterapia. Suspendi minha agenda de palestras, cumprindo apenas com aquelas que já estavam marcadas, e passei a me dedicar exclusivamente à família. E no final, não podia ser diferente.

O impacto de uma doença como o câncer não afeta apenas o paciente, mas estende-se a todo o universo familiar, impondo mudanças, exigindo reorganização na dinâmica familiar para incorporar, às atividades cotidianas, os cuidados que a doença e o tratamento do paciente exigem.

Meu pai era um homem humilde. Um pescador que abandonou sua terra natal, uma vila de pescadores chamada Praia da Gamboa, situada a 15 Km do centro de Garopaba/SC, com um único propósito: que seus filhos pudessem estudar e ter mais oportunidades. Sempre sorridente, olhava continuamente para as soluções e não para os problemas, ajudava a todos, gostava de plantar, pescar, ficar com a família e jogar dominó com os amigos.

Sinto saudades do meu pai e gostaria de discutir com ele questões sobre a vida e a morte. Quem vai me dizer justo o oposto do que eu espero ouvir? No dia seguinte ao enterro, levantei da cama sentindo uma tristeza profunda. Como acordar num mundo em que meu pai não está mais presente? Só ele mesmo poderia responder a essas perguntas. Provavelmente, ele diria algo como: “Você vai dar conta do recado, para morrer, basta estar vivo”.

Ainda recordo com frequência, as conversas que tínhamos, principalmente quando meu pai estava internado no hospital. Ele gostava de falar sobre as coisas da vida: o amor, a amizade e a família que conquistou. Falou sobre minha mãe e o amor infinito que sentia por ela, e como ela havia segurado firme ao lado dele todos os percalços que eles haviam passado ao logo dos 42 anos de casados. Questionou se nunca mais ia ver seus netos. Disse com orgulho a um enfermeiro que eu era escritora. Disse que eu estava bonita. Chorou ao ver meus sobrinhos em uma transmissão por Skype. Me contou sobre as dificuldades que enfrentou quando era criança, e de como ele e minha tia Cotinha aprontavam na infância.

Olho no espelho e vejo meu pai em mim. No nariz, na cor dos olhos, na coragem, na determinação em fazer o que é certo. Na força de quem contradisse todos os prognósticos médicos e melhorou quando era para piorar, e piorou quando era para melhorar. Meu pai e a liberdade de ser quem se é. Meu pai e suas limitações. Meu pai me mostrando que a vida é o que ela é. Sempre lutei para me tornar uma mulher livre e ao mesmo tempo comprometida com a vida e com aquilo que os poetas chamam de Amor. Afinal, fiz assim.

Meu pai me ensinou a lutar por uma educação completa da vida. A amar o próximo, a ser ética e verdadeira em minhas condutas. A ser feliz com as pequenas coisas da vida, a lutar pelos os meus sonhos. É isso o que chamo de “dever cumprido”. A sensação de que não está faltando nada”. Te amo, pai.

E antes de mais nada, CORAGEM!

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Katiane Vieira

Escritora, palestrante e empreendedora social com foco em desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é motivar as pessoas de todos os cantos do mundo a fazerem mais para que possam viver uma vida mais feliz, seja para obter mais benefícios de suas atividades diárias ou para viver uma vida cheia de emoções positivas e realizações únicas.

77 respostas

  1. Nao sei exatamente por onde começar, porque vi o filme da partida repentina do meu pai nas tuas palavras. Amanhã (15) se completa 2 anos sem meu pai, meu parceiro de futebol, de churrasco, de piadas ruins e de vida. Numa sexta-feira estava bem, com minha mãe no sitio que tinham. No sábado sentiu dores e foi pro hospital. Em 4 horas foi internado. No domingo faleceu por volta de 18h, e sequer os medicos souberam o motivo. Tenho 24 anos e o mais difícil e’ imaginar ser adulto, ser homem e nao ter por perto o cara que me ensinou o que sei hoje. A saudade nunca passa.

    1. Gustavo, sinto muito pela perda do seu pai e pela dor que você enfrenta todos os dias desde então. Sua descrição das memórias compartilhadas e do impacto da partida repentina dele é comovente e reflete o profundo vínculo e amor que vocês compartilhavam.

      Perder alguém tão próximo e querido é uma experiência devastadora, especialmente quando a partida é tão repentina e inexplicável. É compreensível que, mesmo após dois anos, a saudade e a dor permaneçam tão intensas. O seu pai não apenas era seu parceiro em momentos de diversão e alegria, mas também foi uma figura central em sua formação, ensinando-lhe lições valiosas que moldaram quem você é hoje.

      A ausência dele deixa um vazio imenso em sua vida, e é natural sentir-se perdido diante da responsabilidade de seguir adiante sem sua presença física. No entanto, lembre-se de que os ensinamentos, os valores e o amor que ele compartilhou com você continuam vivos em seu coração e em suas lembranças. Ele estará sempre presente em cada momento significativo e em cada escolha que você fizer.

      Honre a memória do seu pai mantendo viva a chama daquilo que ele representava para você: o amor, a alegria, a amizade e os momentos preciosos compartilhados juntos. Permita-se sentir todas as emoções que surgirem, pois o luto é um processo único e pessoal para cada um.

      Saiba que você não está sozinho nessa jornada de dor e saudade. Procure apoio em amigos, familiares ou profissionais que possam oferecer conforto e compreensão durante esse período difícil. Que o amor e as lembranças do seu pai tragam paz e consolo ao seu coração. Um abraço afetuoso para você, Gustavo.

  2. Me identifiquei bastante com a sua história.
    Perdi meu pai há exatos 3 meses.
    Tudo começou em janeiro com um AVC e suspeita de infarto. Fez cateterismo e estava zerado (não tinha infartado), apenas vários trombos no cérebro que graças a Deus não deixou sequelas. Ficamos 11 dias na UTI e 01 dia no quarto. Quando digo” ficamos”, graças a Deus a UTI do hospital que ele ficou é um humanizada, então eu pude ficar com ele 24 horas. Sou filha única. Minha mãe já é falecida fazem 20 anos, então só tínhamos um ao outro. Onze dias depois da sua alta, ele estava decidido a seguir o tratamento pós AVC (era muito teimoso,rs). Fomos ao médico, e então ele realizou um check Up. No mesmo dia a noite, ele começou a sentir várias dores no braço como se fossem câimbras que não melhoravam. Corri com ele pra fazer um Doopler e foi constatado uma trombose radial. Foi internado de urgência. Em questão de minutos, a trombose da radial foi para a braquial. Meu pai quase morre. Fez uma tromboembolectomia de urgência, ficou 1 dia no cti e no terceiro dia no quarto, vem os resultados dos exames de sangue, anemia grave. O médico assistente decide investigar. Marca uma colonoscopia e endoscopia. Dias antes de fazer os exames ele passa mal, vai para a UTI e quase é entubado. Nesse momento eu implorava a Deus e Nossa Senhora para que não deixassem ele ser entubado, pois se ele fosse, dificilmente voltaria. Graças a Deus ele não foi! Reverteram toda a situação em 50 minutos. Deus é perfeito! Permanecemos então na UTI até o dia da colonoscopia/endoscoia. Após os exames veio o diagnóstico. “Seu pai está com câncer no estômago e com metástase no fígado” Foi o pior dia da minha vida! Meu pai era o meu tudo. A minha força, fortaleza, o meu amigo, meu companheiro das horas triste e alegres, o meu alicerce. Recebi a notícia, tive que ser forte. Não podia chorar na frente dele (pra chorar eu ia para o banheiro e lá ficava por vários minutos). Os médicos só falavam: “É daí para pior”. Eu vivia cada minuto/segundo como se fossem os últimos, porém, com medo da noite. Medo do pior. Ao receber o diagnóstico meu pai estava internado em um hospital referência em cardiologia. Após, os médicos conversaram comigo e falaram que ia transferi ló para o hospital do câncer para iniciar o tratamento. Foi aí que eu pensei: “tem cura”. Antes de ser transferido, ele tem outro AVC, só que, desta vez ele teve sequelas na fala (mas lúcido o tempo todo). Enfim fomos transferidos. O médico da UTI disse que ia estudar o caso, repetir os exames e que conversaria comigo em breve. Dentro de alguns dias vieram com a notícia. “Infelizmente o tratamento do seu pai é paliativo”. Não há nada a ser feito (cirurgia, quimioterapia). O câncer está em grau 4. Meu Deus! Como meu pai foi forte… grau 4 é fase terminal, e ele nunca reclamou de 01 dor a não ser dias antes de descobrir o diagnóstico (internado). Como não tinha nenhuma solução para o seu caso, apenas tratamento paliativo, eu queria o melhor para o meu pai. Queria a melhor cama elétrica quando ele fosse para casa, queria o melhor colchão pneumático… porque pensei: se não há nada para fazer, apenas tratamento paliativo, vou dar o máximo de conforto para ele. Infelizmente ele não chegou a ir para casa. Fecharam o diagnóstico no dia 02/02 e no dia 10/02 ele faleceu. Nesses quase 30 dias, nesse turbilhão de caos na minha vida, eu vi o cuidado de Deus. Deus fez o meu pai forte em todas as etapas para que pudéssemos viver o que vivemos no final da vida dele. Eu sabia que ele me amava, mas não sabia que era tanto. Na véspera dele falecer eu notei que ele estava com medo de fechar os olhos, foi aonde eu falei pra ele: “Pode ir paizinho, eu te perdoo por tudo e também te peço perdão por tudo”. No dia seguinte, senti que ele estava partindo. Coloquei uma música do Frei Gilson ( Teu Abraço Conhecerei – ao vivo) peço se tiver a oportunidade de escutar que escute. Minutos depois ele partiu em paz. Lúcido o tempo todo. Até no último momento ele segurou em minhas mãos. Fiquei com ele até o final. Essa foi a minha promessa. Abandonei emprego, tudo para ficar e cuidar do amor da minha vida, o meu Porto Seguro que agora está no céu intercedendo por mim. Engana quem fala que com o tempo passa. O tempo está me matando de saudades.

    1. Pricilla, sinto muito pela perda do seu pai e por tudo que vocês enfrentaram juntos nesse difícil percurso. Sua história é uma jornada de amor, coragem e entrega incondicional, e mostra o quanto o vínculo entre pai e filha pode ser profundo e significativo. É inspirador ver como você esteve ao lado do seu pai em todos os momentos, oferecendo conforto, apoio e, acima de tudo, amor.

      Os desafios que vocês enfrentaram foram imensos, e a forma como você lidou com cada situação demonstra sua força e resiliência. Cuidar de um ente querido em momentos tão delicados é um ato de amor inigualável, e tenho certeza de que seu pai se sentiu imensamente amado e protegido ao seu lado.

      A despedida de um ente querido é uma das experiências mais dolorosas que podemos enfrentar, e é natural que a saudade e a dor persistam por muito tempo. Não há prazo para superar a perda, e é importante permitir-se sentir todas as emoções que surgirem nesse processo de luto.

      Saiba que você não está sozinha nessa jornada. Seu pai estará sempre vivo em suas memórias, em seu coração e em sua alma. Que suas lembranças tragam conforto nos momentos difíceis e que você encontre consolo na certeza de que ele está em paz, olhando por você do céu.

      Continue honrando o amor e o legado do seu pai, e saiba que ele estará sempre presente em cada passo que você der. Que você encontre força, paz e serenidade para seguir adiante, mantendo viva a chama do amor que os uniu tão profundamente. Um abraço carinhoso para você, Pricilla.

  3. Olá!
    Estou me desmanchando em lágrimas. Perdi meu pai há 3 meses, e estou totalmente perdida no mundo. Me identifiquei muito com a história de vocês dois. Simboliza a minha história com meu herói, meu amado PAI.

    1. Bruna, sinto muito pela sua perda. Perder um pai é uma das experiências mais dolorosas que podemos enfrentar na vida, e é natural sentir-se perdida e desamparada nesse momento.

      É reconfortante saber que o relato sobre a experiência compartilhada trouxe alguma identificação e conexão para você. Seu pai será sempre seu herói, seu amado e uma parte preciosa da sua história. Permita-se sentir todas as emoções que surgirem, pois cada lágrima derramada é uma expressão do amor e da saudade que você sente por ele.

      Saiba que você não está sozinha nessa jornada de luto, e que há pessoas que se importam e estão aqui para apoiá-la. Que a lembrança do seu pai traga conforto e inspiração, e que você encontre força para seguir em frente um dia de cada vez. Estou aqui se precisar de apoio ou de alguém para compartilhar suas memórias e sentimentos. Que você encontre paz e serenidade em meio à dor.

      Abraços, Katiane ??

  4. Oi Katiane. Perdi meu pai para o câncer em janeiro desde ano. Seu relato é bem parecido com o que vive. Também parei tudo para estar ao lado dele e cuidar dele. Tudo foi muito rápido, do diagnóstico ao falecimento somente dois meses. Meu luto iniciou-se na consulta em que o médico apenas pensou na probabilidade de ser câncer sem sequer informar a ele, apenas prescreveu o exame de sangue. Ali eu percebi que logo ele iria partir, que tudo seria muito rápido. Apesar da rapidez, eu tive tempo de despedir-me aos poucos, de agradecer e de dizer o quanto o amava. Ele também entrou nos cuidados paliativos e já no final pediu que eu abrevia-se a dor dele. Momentos difíceis em que permaneci firme, forte e sem derrubar uma lágrima na presença dele. Eu sempre dizia que faríamos tudo juntos e fizemos. A sua morte trouxe muita paz a mim, mas a ausência dá vontade de gritar. Ainda não sei como será sem ele. Estou vivendo um dia por vez. Agradeço pelo seu texto. Fica com Deus

    1. Patricia, lamento muito pela perda do seu pai. É incrível como suas palavras ecoam o amor, a coragem e a compaixão que permearam seu relacionamento com ele durante esse momento tão difícil.

      Sua dedicação e presença ao lado dele, mesmo nos momentos mais desafiadores, demonstram o quanto você o amava e o quanto foi importante para ele sentir-se amado até o último instante. Perder alguém tão querido é uma experiência indescritivelmente dolorosa, e é normal sentir um misto de paz e saudade, como você descreve. É um processo gradual aprender a viver sem a presença física daqueles que amamos, e é importante permitir-se sentir todas as emoções que surgirem nesse caminho.

      Que você encontre conforto nos momentos de lembrança e que a paz esteja sempre presente em seu coração. Que Deus a abençoe e a fortaleça nesse período de luto. ??

      1. Vanessa, sinto muito pela perda recente do seu pai. Perder um ente querido para o câncer é uma experiência extremamente difícil e dolorosa, especialmente quando a partida é tão rápida e inesperada, como foi no caso do seu pai.

        Passar por esse tipo de perda em um período tão curto de tempo, apenas dois meses, pode ser avassalador e deixar um sentimento de choque e desamparo. É compreensível que você esteja passando por um turbilhão de emoções, desde a tristeza profunda até a raiva e a confusão.

        Nesses momentos difíceis, é importante lembrar que você não está sozinha. Encontrar apoio em amigos, familiares ou em grupos de apoio pode oferecer conforto e compreensão durante esse período de luto.

        Permita-se sentir todas as emoções que surgirem, sem julgamento, e busque maneiras saudáveis de lidar com a sua dor, seja através da expressão artística, da prática de exercícios físicos ou da busca por momentos de tranquilidade e reflexão.

        Saiba que o processo de luto é único para cada pessoa, e não há um caminho certo ou errado para lidar com ele. Com o tempo, as lembranças amorosas do seu pai irão trazer conforto ao seu coração, e você encontrará maneiras de honrar o legado e o amor que ele deixou para trás.

        Estou aqui para oferecer meu apoio e solidariedade durante esse momento difícil. Que você encontre paz e consolo nos dias que virão. Um abraço afetuoso para você, Vanessa.

  5. Oi, Katiane, estava pesquisando sobre o tema buscando um alento pois acabei de perder meu pai, e encontrei seu texto. Achei muito lindo e sensivel, e com certeza me ajudou nessa questao de resgatar o legado dele, ver como continua presente na minha vida de tantas maneiras, eh uma forma de mante lo bem pertinho de mim. Obrigada , muito obrigada

    1. Olá Melissa,

      Primeiramente, gostaria de expressar minha mais profunda solidariedade pela perda do seu pai. É um momento muito delicado, e encontrar palavras de conforto nem sempre é fácil. Fico sinceramente tocada em saber que meu texto ofereceu algum alento a você. Acredito firmemente que, ao reconhecer e valorizar o legado que nossos entes queridos deixaram, conseguimos mantê-los vivos em nossos corações e memórias. Seu pai, sem dúvida, continua a influenciar sua vida de maneiras que talvez ainda estejam sendo descobertas por você. E é nessa descoberta que ele permanece presente. Continue abraçando essas memórias e permita que elas tragam conforto e força nos dias difíceis. Se precisar conversar ou apenas compartilhar mais sobre seu pai, estarei aqui.

      Com carinho,
      Katiane

  6. Estou aqui em prantos lendo os todos os relatos! Minha filha tem 32 anos teve 3 reincididas no colo do útero e está na luta contra o câncer. Sinto tanto medo… se eu pudesse transferia tudo isso p mim. ?

    1. Querida Vadnolia,

      Ao ler seu comentário, pude sentir a profundidade de sua dor e preocupação. A jornada do câncer é, sem dúvida, uma das mais desafiadoras que alguém pode enfrentar, tanto para o paciente quanto para os familiares. A luta de sua filha é também a sua, e a força e amor que você demonstra querendo assumir esse fardo por ela são verdadeiramente admiráveis. Eu sei que palavras podem parecer insuficientes nestes momentos, mas quero que saiba que você e sua filha não estão sozinhas nessa luta. Permita-se sentir essas emoções, mas tente também buscar apoio em familiares, amigos, e, se possível, em grupos de apoio para familiares de pacientes com câncer. Esses espaços podem oferecer conforto e compreensão. Estarei aqui para o que precisar.

      Com muito afeto,
      Katiane

  7. Quando temos convicção que a morte do nosso querido pai, de fato, chegou… é doloroso, mas por conta de uma enfermidade ou idade, ele foi embora. É óbvio que a saudade, sofrimento, dor, enfim tudo que é relacionado ao luto é esperado. Mas, quando seu amigo, confidente, amor, seu PAIZÃO de apenas 57 anos, que era doador de sangue, companheiro de corrida, morre em 5 dias devido a um AVE, e por nítida NEGLIGÊNCIA MÉDICA, com processo judicial tramitando, como aceitar? Como superar? Como não ter revolta contra Deus que poderia te feito algo, pois foi servido de coração por anos e simplesmente deixou o pior acontecer. Eu só quero morrer, a única vontade que tenho desde agosto de 2022. Perdi tudo, meu emprego 20 dias depois do falecimento dele (mais processso), perdi minha cachorra 6 meses antes e depois meu Amor, meu Pai, meu tudo. Acabou, simplesmente acabou. Se Deus não é capaz de me levar, eu sei que uma hora vou fazer acontecer o que mais desejo: ser livre e sumir desse mundo maldito. Parentes e amigos? Não existem.. eles só gostam da gente quando temos utilidade para eles. Sozinha, abandonada, sem vontade nem de sair da cama. Acabou, não tem outra definição.

    1. ChatGPT
      Lamento profundamente pela perda e pelas circunstâncias dolorosas que você está enfrentando. A perda de um pai é sempre devastadora, e as complicações adicionais que você mencionou tornam a situação ainda mais difícil. É importante lembrar que o luto é um processo individual e não há uma maneira “certa” de vivenciá-lo.

      Sobre os sentimentos de revolta e desesperança, é natural questionar e sentir raiva em situações como esta. A injustiça percebida, especialmente quando envolve negligência médica, pode intensificar essas emoções. No entanto, é crucial procurar apoio profissional para lidar com esses sentimentos, pois eles podem se tornar esmagadores.

      Quanto à sensação de solidão e abandono, é importante se lembrar de que, mesmo que pareça que você está sozinha, há pessoas que se importam e querem ajudar. Às vezes, parentes e amigos podem não saber como oferecer suporte da melhor maneira, mas isso não significa que eles não se importem.

      Por último, é importante mencionar suas declarações sobre querer desaparecer… Como o luto é um processo muito difícil, te sugiro procurar a ajuda de um profissional para te auxiliar neste processo. Existem linhas de apoio e profissionais de saúde mental que podem oferecer suporte e orientação durante este período extremamente difícil.

      Lembre-se, você não está sozinha, e há caminhos para encontrar alguma paz e cura, mesmo no meio dessa dor imensa. ??

      1. Em 2016 , quando eu era pequeno e bobo , perdi meu pai de forma bruta por um ataque cardíaco. Eu estava na casa de minha vó quando isso aconteceu. Quando voltei , eu , não entendi nada. Só hoje em dia (2020-2023) o luto realmente me afetou. Ele era a única pessoa na minha família que me entendia. Eu amo ele. E por isso , faço terapia , mas mesmo assim eu ainda sinto essa dor de forma forte.

        1. Caro Thomas,

          A perda do seu pai em uma idade tão jovem deve ter sido incrivelmente difícil e confusa. É importante reconhecer que o luto não tem um cronograma definido e pode afetar cada pessoa de maneiras diferentes e em momentos distintos. É admirável que você tenha procurado terapia para lidar com essa dor. O amor e a conexão que você tinha com seu pai são claros em suas palavras, e é normal que a dor ainda seja forte. Lembre-se de que é um processo, um caminho que se percorre um dia de cada vez. E saiba que não há vergonha em sentir essa dor, ela é uma prova do amor que você sente. Seu pai, sem dúvida, estaria orgulhoso do esforço que você está fazendo para lidar com sua perda. Continue se permitindo sentir e buscar ajuda quando necessário. Estou aqui para qualquer coisa que precisar compartilhar ou discutir.

          Fique bem!

    2. Olá sei exatamente como se sente. Perdi meu pai há 11 dias, de uma forma tão repentina. Um homem forte, que nunca ficou doente…partiu devido a uma flebite adquirida de um acesso mal feito no hospital. Como continuar a vida, como aceitar e como voltar a ter fé? Perguntas sem resposta no silêncio e no vazio deixado no meu coração pela partida do meu herói, amigo e amor.

      1. Janaína, sinto muito pela perda repentina e traumática do seu pai. Perder alguém tão amado e próximo de forma inesperada pode deixar um vazio profundo em nossos corações e levantar questionamentos angustiantes sobre a vida, a fé e o futuro.

        É compreensível que você esteja se sentindo perdida e confusa diante dessa tragédia. Perder alguém que representava tanto para você, seu herói, amigo e amor, é uma dor indescritível.

        Nesses momentos de intensa dor e incerteza, pode ser difícil encontrar respostas ou consolo imediato. No entanto, é importante lembrar que você não está sozinha nessa jornada de luto. Encontrar apoio em amigos, familiares ou em grupos de apoio pode oferecer conforto e compreensão durante esse período difícil.

        Quanto à questão da fé, é normal que eventos tão dolorosos e inexplicáveis como esse levantem dúvidas e questionamentos sobre nossas crenças e convicções. Cada pessoa lida com a fé de maneira única, e encontrar um sentido ou renovar a fé após uma perda tão devastadora pode ser um processo gradual e pessoal.

        Permita-se sentir todas as emoções que surgirem, sem julgamento, e busque maneiras saudáveis de lidar com sua dor. Lembre-se de que o tempo é um aliado na cicatrização das feridas emocionais, e com o passar dos dias, as lembranças amorosas do seu pai se tornarão fonte de conforto e consolo.

        Estou aqui para oferecer meu apoio e solidariedade durante esse momento difícil. Que você encontre força, paz e serenidade nos dias que virão. Um abraço afetuoso para você, Janaína.

  8. Acabo de perder meu amado Pai, ontem o sepultamos (30/11/23), o perdemos para essa luta que é tão poderosa e parece que sempre joga contra. Hoje me deparei com esse texto/história, que por mais que seja “triste” (aos olhos de quem vê) é tão bonita, me vi muito ali, fiz exatamente quase tudo, abri mão da minha vida pra cuidar e ajudar no tratamento do meu pai nos últimos 6 meses pós diagnóstico, junto aos meus irmãos e minha mãe leoa que cuidou dele incessantemente até o seu último suspiro, pensando bem, é muito pouco tempo para lutar pela vida, eu ainda tô procurando entender, viver o luto não é fácil, não aprendemos em nenhum lugar, saber que aquele que você mais ama não estará mais ali, que não ouvirá mais sua voz, seus conselhos, que não terá mais seu apoio, seu abraço, sua presença física, seu amor incondicional, dói a cada minuto em que penso… Mas por outro lado também é terrível vê-lo sofrer, deixando de viver um pouco menos a cada dia, é cruel, é injusto, é um pesadelo que não tem fim, mas quando têm, é o pior dos pesadelos, porque ele se foi…
    Obrigada por compartilhar sua história me vi nela e vi meu amado Pai, lutando com
    CORAGEM bravamente, como sempre o chamei meu nobre guerreiro!
    Agora você já não sofre mais. Te amarei até depois da eternidade!

    1. Querida Thaís,

      Obrigada por compartilhar suas emoções e experiências durante um período tão difícil. A perda de um ente querido, especialmente um pai, é uma das experiências mais dolorosas que podemos enfrentar. Suas palavras refletem um amor profundo e a dedicação que você e sua família tiveram durante os últimos meses de vida do seu pai.

      É verdade que não há um manual para o luto, e cada pessoa vive esse processo de uma forma única. A dor que você descreve, o sentimento de injustiça e a dificuldade de aceitar a realidade são sentimentos comuns no luto. A sensação de vazio deixada pela ausência de alguém tão amado é imensurável.

      Ao mesmo tempo, é importante lembrar, como você mencionou, que seu pai não sofre mais. A luta dele acabou, e agora ele descansa em paz. Essa perspectiva pode oferecer algum conforto em meio à dor.

      A força e coragem que seu pai demonstrou são um testemunho do amor e apoio que ele recebeu de sua família. Ele claramente foi muito amado e bem cuidado, e isso é algo extremamente valioso.

      Enquanto você navega por este luto, permita-se sentir todas as emoções que vêm com ele. Busque apoio em amigos, família, ou mesmo em grupos de apoio ou profissionais, se sentir que precisa. Com o tempo, as memórias dolorosas podem dar lugar a lembranças mais doces e agradecidas, celebrando a vida e o amor que vocês compartilharam.

      Seu amor pelo seu pai e o legado dele continuarão vivos em você e em sua família. Ele será sempre lembrado como o nobre guerreiro que você descreveu. Te amar até depois da eternidade é uma homenagem linda ao amor eterno entre vocês. ??

  9. Fazem dois dias que perdi painho, uma dor insuportável, buraco no peito, sensação que falta ar, toda hora que penso nele, ele está em todos os cantos da casa, em tudo que eu vejo, sinto culpa ,por ter levado ao hospital errado, com equipe médica desumana, sinto raiva por não ter percebido e me despedido, queria arrancar de una vez essa dor de dentro de mim, homem maravilhoso, que trabalhou a vida toda com honestidade e morrer assim dessa forma, difícil de aceitar.

    1. Olá Carine,

      Primeiramente, quero expressar meus sinceros sentimentos pela perda do seu pai. A dor e o vazio que você está sentindo são reações naturais ao luto, especialmente nas primeiras fases, quando a perda ainda é muito recente e crua.

      É importante entender que a culpa e a raiva são emoções comuns no processo de luto. Muitas pessoas se encontram revivendo os últimos momentos e questionando suas ações. No entanto, é crucial lembrar que você agiu com as melhores intenções e com as informações que tinha naquele momento. A culpa é um sentimento que pode nos consumir, mas é importante tentar se perdoar e entender que você fez o que pôde.

      O sentimento de falta de ar e a sensação de que seu pai está em todos os cantos são manifestações do impacto emocional profundo que a perda de um ente querido pode ter. Permita-se sentir essas emoções, mas também é importante cuidar de si mesma durante este período difícil.

      A morte, especialmente sob circunstâncias difíceis, pode ser difícil de aceitar. Com o tempo, muitas pessoas acham que a intensidade da dor diminui, embora a saudade permaneça. É um processo lento e pessoal, e não há um caminho correto ou um tempo definido para o luto.

      Se você se sentir sobrecarregada por esses sentimentos, considere procurar apoio de um profissional de saúde mental. Eles podem oferecer espaço e técnicas para ajudá-la a processar o seu luto de uma maneira saudável. Além disso, conversar com amigos, familiares ou grupos de apoio pode trazer algum conforto e compreensão.

      Lembre-se de que o seu pai, como você descreveu, era um homem maravilhoso e honesto. Celebrar sua vida e as memórias que vocês compartilharam pode eventualmente trazer algum consolo, mesmo no meio dessa dor profunda. Você sempre carregará o amor e os ensinamentos dele com você. ??

  10. Obrigada pelo texto.
    Ontem fizeram exatos dois meses que perdi o meu pai para o câncer.
    A dor é tremenda, estou buscando forças para enfrentar o final de ano, o Natal é a época que ele mais amava e eu também!
    Ficamos eu e minha mãe, cada uma com uma dor…
    O diagnóstico veio em Maio, não tivemos tempo para mais nada. Não consigo esquecer os corredores daquela clínica no dia que descobri a doença e meu pai não acordava por conta dos exames, eu que precisei contar a ele!
    A forma como a nossa cabeça fica com a notícia, a reação que eu tive e precisar se forte para sustentar e permanecer ao lado da minha mãe.
    Tudo tão difícil! E eu pedi tanto a Deus pra que ele ficasse comigo e entrasse comigo na igreja no próximo ano. ?
    Agora é isso, enfrentar tudo, sem o meu pai presente aqui e sem os diálogos certeiros que eu teria com ele.

    1. Olá, Denise!

      Obrigado por compartilhar sua experiência e sentimentos em um momento tão difícil. Perder um pai, especialmente para uma doença como o câncer, é uma experiência extremamente dolorosa. A rapidez com que tudo aconteceu, desde o diagnóstico até a perda, pode tornar a dor ainda mais aguda.

      O luto durante as festas de fim de ano pode ser especialmente desafiador, pois são momentos em que as ausências são mais sentidas. É compreensível que a época do Natal, sendo um momento que seu pai amava, agora traga sentimentos mistos de saudade e dor. Permita-se sentir essas emoções sem julgamento. É normal e humano sentir-se assim.

      A força que você teve para dar a notícia ao seu pai e o apoio que você ofereceu à sua mãe durante esse tempo demonstram uma coragem e amor enormes. No entanto, é importante lembrar que também é essencial cuidar de si mesma. Ser forte para os outros não significa que você não precisa ou merece apoio.

      A dor da perda pode ser acompanhada por um desejo intenso de que as coisas fossem diferentes, como o seu desejo de ter seu pai com você em momentos importantes, como o seu casamento. Esses sentimentos são uma parte natural do luto. Com o tempo, muitas pessoas descobrem formas de integrar a memória de seus entes queridos em eventos futuros, como uma forma de homenageá-los e mantê-los presentes de alguma forma.

      Se você se sentir sobrecarregada, não hesite em procurar apoio. Isso pode ser através de amigos e familiares, ou através de profissionais de saúde mental. O luto pode ser uma jornada solitária, mas você não precisa percorrê-la sozinha.

      Por fim, lembre-se de que as conversas e momentos que você compartilhou com seu pai são tesouros que sempre farão parte de você. Com o tempo, essas memórias podem se tornar fontes de conforto e força.

      Seu pai, através do amor e dos momentos que vocês compartilharam, continua a ser uma parte importante da sua vida, mesmo em sua ausência física. ??

  11. Faz 3 dias que perdi meu pai. Sou casada e tenho 2 filhos. Meu pai e minha mãe mora na casa de cima,e meu pai esteve sempre presente em minha rotina e toda minha vida. Na vida dos meus filhos, ajudando na criação, buscando na escola. Na vida do meu marido, que tem ele como pai. Meu pai era pedreiro, e fazia de tudo, eletricista, encanador, fazer móveis, e tudo que possam imaginar. Eu gosto de decorar aniversários, e ele estava me encorajando a trabalhar com isso como segunda renda, fez móveis de festa p mim. Estava arrumando a casa dele tbem, ele ganhou vários móveis mostruários, montou alguns e estava terminando. Dia 30 meu pai da entrada em hospital com muita dor abdominal, dia 31 médica de menina me diz que caso dele está grave, ele tem uma parte do intestino necrosado, e meu pai nos já sabíamos que ele estava com problema de próstata, ele estava tratando, e até um dia antes de internar, ele trabalhou, forte como sempre, reclamava de dor, ia nos médicos, mas sempre ali forte. Na noite do dia 31, ele foi p mesa de cirurgia, eu não fui avisada, soube na hora da visita, e perto de meia noite médico m deu a notícia que ele faleceu. Fiz todo processo de enterro dele, de reconhecimento do corpo, chorei muito já. E não consigo ainda aceitar a perda, meu pai está em casa detalhe do meu dia, o homem que de manhã compra pão e deixa na minha mesa, que de noite vem mexer na minha porta p ver se realmente fechei. Fico ouvindo os áudios dele no whatsapp falando comigo várias vezes, p tentar não sentir saudades dele, porque não sei lidar ainda com a vida sem ele. Só sei sentir dor no corpo, cabeça a mil, e onde olho dentro de casa, na casa da mãe, no quintal, só vejo ele. Tudo lembra ele, se ferramentas dele estão ainda jogada no quintal, ele deixou, pois estava fazendo prateleiras p mim, e está tudo lá, não consigo mexer. dói, dói como nunca pensei que iria doer o dia q ele fosse. Mas estou aqui procurando forças, pelos meus filhos e minha mãe.

    1. Querida Suzana,

      Primeiramente, quero expressar o meu mais profundo pesar pela perda do seu amado pai. A dor que você está enfrentando neste momento é indescritível, e eu sinto muito por tudo o que você está passando.

      O seu relato sobre o seu pai é verdadeiramente emocionante. Ele parece ter sido uma pessoa incrível, sempre presente e dedicado à sua família. Suas habilidades e sua disposição em ajudar em tantas áreas da sua vida mostram o quanto ele se importava com você e com o bem-estar da família. E a maneira como ele a encorajou a seguir seus sonhos de trabalhar com decoração de festas, fazendo móveis e apoiando em todas as áreas possíveis, é uma prova do amor incondicional que ele tinha por você.

      A notícia da sua partida tão repentina deve ter sido um choque avassalador. É compreensível que você esteja tendo dificuldade em lidar com a sua ausência, pois ele era uma parte tão integral da sua vida diária. O luto é um processo complexo e único para cada pessoa, e não há um prazo definido para superar essa perda. É absolutamente normal sentir essa dor profunda, a sensação de que ele está em todos os cantos da sua casa e a saudade que as lembranças e os objetos deixados por ele evocam.

      Neste momento, é importante lembrar que está tudo bem sentir dor, chorar e se permitir viver o luto da maneira que for necessária para você. Não há maneira certa ou errada de lidar com essa perda. Procure apoio em amigos e familiares que possam estar passando pelo mesmo processo ou que possam oferecer um ombro amigo. A terapia também pode ser uma ferramenta valiosa para ajudá-la a enfrentar esse momento difícil.

      Continue encontrando forças nos seus filhos e na sua mãe, pois eles estão passando por esse processo com você e compartilham da mesma dor. Juntos, vocês podem apoiar uns aos outros e lembrar do seu pai de maneira amorosa.

      Saiba que, com o tempo, a dor pode se transformar em saudade e, eventualmente, em lembranças felizes dos momentos preciosos que vocês compartilharam. Seu pai deixou um legado de amor e apoio que viverá para sempre em seu coração.

      Estou aqui para ouvir e apoiar sempre que você precisar. O luto é uma jornada difícil, mas você não está sozinha nessa.

      Com carinho,
      Katiane ??

  12. Vc descreveu tudo que eu passei esses meses. Eu sou a filha mais velha de 4 filhos e tem três meses que meu pai partiu por causa do câncer. Me vi na sua história e sei bem como é essa dor que não passa.

    1. Olá Gisele,

      Agradeço imensamente por compartilhar seus sentimentos e experiência após ler o meu artigo. Fico profundamente tocada ao saber que minhas palavras ressoaram com você e que você se viu na minha história. Lamento muito pela perda do seu pai, especialmente após uma batalha tão difícil contra o câncer.

      A dor da perda de um ente querido, especialmente de um pai, é algo que nos deixa marcados para sempre. É um processo complexo e único para cada um de nós, e entender que não estamos sozinhos nessa jornada pode trazer um certo conforto. Saiba que é completamente normal sentir essa dor que parece não passar.

      Lembre-se de que, mesmo que a dor permaneça, com o tempo e com o apoio de amigos, familiares e até mesmo de pessoas que compartilham experiências semelhantes, é possível encontrar maneiras de honrar a memória do seu pai e encontrar um caminho para a paz interior.

      Muita força para você e para sua família nesse momento difícil. Vocês não estão sozinhos nessa jornada.

      Com carinho, Katiane ??

  13. Pelo menos, você ainda teve seu pai por vários e vários meses. O meu partiu somente 9 dias após o diagnóstico de LMA. Há 2 meses no luto tentando não me revoltar!

    1. Olá, Mariane! Primeiramente, quero expressar meus sinceros sentimentos pelo seu momento de perda e luto. A dor de perder um ente querido é algo que vai além das palavras e compreendo que cada jornada de luto é única e pessoal. Ouvir sobre a sua situação me deixa emocionado e me faz admirar a sua força ao compartilhar sua experiência.

      Cada história de perda é um capítulo doloroso da vida que nenhum de nós deseja enfrentar. Perder alguém tão próximo e amado em um período tão curto de tempo após o diagnóstico deve ter sido uma jornada incrivelmente desafiadora para você. É compreensível que o luto possa ser acompanhado por uma montanha-russa de emoções, incluindo a revolta.

      Sua dor e sentimentos são totalmente válidos, e é importante que você permita a si mesma sentir o que está sentindo. O luto não tem um cronograma definido e não há maneira “certa” de lidar com ele. Cada pessoa encontra sua própria maneira de atravessar esse processo complexo.

      Se você sentir que está tendo dificuldade em lidar com seus sentimentos de revolta ou qualquer outra emoção, pode ser útil considerar buscar apoio. Ter um espaço seguro para compartilhar seus sentimentos, seja com amigos, familiares ou um profissional de saúde mental, pode ser um passo valioso em direção ao entendimento e aceitação.

      Ao lidar com o luto, lembre-se de que é uma jornada de altos e baixos. Permita-se honrar a memória do seu pai, celebrando os momentos que compartilharam juntos e lembrando das lições valiosas que ele deixou para você. Com o tempo, a dor pode dar lugar a um espaço onde as memórias trazem consolo e alegria em vez de apenas tristeza.

      Você não está sozinha nesse caminho. Muitas pessoas enfrentam a complexidade do luto e encontram maneiras de navegar por ele, cada uma no seu próprio ritmo. Saiba que sua coragem ao compartilhar seus sentimentos pode inspirar e apoiar outros que também estão passando por momentos difíceis.

      Estou aqui para oferecer meu apoio e escuta sempre que precisar. Você é forte e merece encontrar o caminho para a paz interior e a cura. Permita-se sentir, permita-se crescer e permita-se lembrar.

      Abraços, Katiane

    2. Meu pai faleceu tem 8 dias também com LMA, até agora não consigo aceitar, parece mentira. Foi tudo muito rápido apenas um mês e ele partiu. Me conte como foi com seu pai?

      1. Aline, sinto muito pela perda recente do seu pai. Lidar com a partida de um ente querido, especialmente quando acontece de forma tão repentina e rápida, é uma experiência avassaladora e cheia de dor. É compreensível que, após apenas 8 dias, você ainda esteja em choque e lutando para aceitar a realidade dessa perda.

        No meu caso, a perda do meu pai também foi um processo doloroso e difícil de aceitar. Ele enfrentou uma doença prolongada, e durante esse tempo, nossa família se uniu em torno dele para oferecer todo o amor, cuidado e apoio possíveis. Apesar das esperanças e das tentativas de tratamento, chegou um momento em que ficou claro que sua saúde estava em declínio irreversível.

        Assim como você, experimentei uma mistura avassaladora de emoções, desde a angústia e a tristeza até a sensação de irrealidade e negação. Foi um período de muita dor e despedida, mas também de união e amor entre nós.

        É importante lembrar que o processo de luto é único para cada pessoa, e não há um prazo definido para superar a perda. Permita-se sentir todas as emoções que surgirem, seja raiva, tristeza, confusão ou até mesmo momentos de paz e aceitação.

        Busque apoio em amigos, familiares ou em grupos de apoio que possam oferecer conforto e compreensão durante esse período difícil. Lembre-se de que você não está sozinha nessa jornada, e que com o tempo, o amor e as lembranças do seu pai irão trazer consolo ao seu coração.

        Estou aqui para oferecer meu apoio e ouvir sempre que precisar. Um abraço carinhoso para você, Aline.

  14. A história do meu pai, foi bem parecida com a sua, Katiane. Hoje faz 8 dias que ele se foi. Câncer de intestino com metástase no peritônio. Passamos pelo mesmo processo, inclusive da quimioterapia não surtir mais efeito. 1 ano e 9 meses de luta, 4 biópsias durante esses período, com falsos negativos, e até que a confirmação chegou, mas já estava com metástase.

    Perdi minha mãe e meu pai no período de 4 anos. 70 e 72 anos, cheios de vida. Meu pai sofreu até o último dia de vida, a perda da sua companheira, um casamento de 40 anos. Eu tive que lidar com o luto do meu pai, meu luto e ainda conseguir depois de tudo, administrar essa doença terrível que destrói tudo que está por perto. Até hoje me pergunto onde arrumei tanta força.

    O que me consolou, é que meu pai não sofreu tanto. Sempre gostou de ser autônomo, detestava que alguém o ajudasse. Perdeu muito peso, mas sempre permaneceu firme. Era um cara exemplar, com muita saúde. Teve uma infecção generalizada, devido a imunidade, 8 dias na UTI e por fim, desencarnou. Seguiu para os braços da sua esposa.
    Quem está passando por isso, muita força! A sensação de dever cumprido, gera um consolo para alma.
    Paz no coração de todos!

    1. Olá Júnior,

      Lamento muito pela perda do seu pai. Perder alguém que amamos é uma das experiências mais difíceis da vida, especialmente quando enfrentamos a batalha contra uma doença tão devastadora como o câncer.

      É tocante perceber que a história do seu pai foi semelhante à minha e que você também passou por um caminho doloroso e desafiador ao lado dele. A jornada de luta contra o câncer é um verdadeiro teste de força e resiliência, e é admirável como você conseguiu lidar com tudo isso e ainda encontrar forças para administrar a doença enquanto enfrentava o luto pela sua mãe.

      Perder ambos os pais em um curto período de tempo é uma carga emocional muito pesada, e posso imaginar o quanto essa perda afetou sua vida. É uma prova de sua coragem e capacidade de enfrentar adversidades com determinação.

      Fico feliz em saber que seu pai não sofreu tanto no final e que pôde reunir-se aos braços de sua amada esposa. A sensação de dever cumprido e o consolo na alma são fundamentais para encontrar paz diante de momentos tão desafiadores.

      Neste momento de luto e dor, permita-se sentir e processar todas as emoções que surgem. O processo de luto é único para cada pessoa e não há prazos para superá-lo. Buscar apoio emocional de amigos, familiares ou de um profissional de saúde pode ser uma forma de encontrar conforto e compreensão durante essa fase delicada.

      Lembre-se de que é normal sentir falta de seus pais e que o legado deles continuará vivo em seu coração e em suas memórias. Compartilhar suas experiências e emoções pode ser uma forma de honrar a memória deles e encontrar suporte em outros que também passaram por situações semelhantes.

      Desejo que encontre a força necessária para enfrentar esse período de luto e que a paz possa encontrar um lugar em seu coração.

      Com os mais sinceros pêsames e votos de paz,

      Katiane ??

  15. Oi Katiane? Td bem com vc?
    Estou passando pelo momento mais difícil da minha vida, a perda do meu pai. Em janeiro de 2023 veio o diagnóstico câncer gástrico tipo difuso de Lauren, câncer agressivo e aiilizamos a cirurgia para a retirada do tumor que era grande, precisou tirar todo o estômago do meu pai. Depois durante 60 dias de recuperação não sentiu nenhuma dor e foi muito bem sucedido na cirurgia. No mês de abril ele foi a primeira consulta na oncologista, ela prescreveu 8 quimios venosas e 14 dias de quimioterapia via oral com medicação capecitabina.
    Então ele fez a 1ª quimioterapia venosa, junto iniciou a via oral que conseguiu tomar por 12 dias, sendo os últimos 4 dias cruciais para a vida dele, os efeitos colaterais foram devastadores e meu pai faltando 2 dias para terminar esse maldito remédio morreu. Mas o que mais me destrói é me sentir culpada pois se eu soubesse da gravidade dessa medicação não deixarei ele tomar.
    Meu pai foi embora dia 10/05/2023 é como se uma lança passando no meu coração, uma dor insuportável.
    Eu fiz tudo que pude pra ele, mas não consegui salvá-lo.
    Uma tristeza infinita.

    1. Olá Valquiria,

      Primeiramente, gostaria de expressar meus mais profundos sentimentos pela perda do seu pai. Perder alguém que amamos é uma das experiências mais difíceis da vida, e é compreensível que você esteja passando por um momento de dor e tristeza infinita.

      Sinto muito por toda a jornada desafiadora que você e seu pai enfrentaram durante o tratamento contra o câncer gástrico tipo difuso de Lauren. A luta contra o câncer é uma batalha emocional e física, e sei que você deu o seu melhor para apoiá-lo em cada passo.

      É normal que você se sinta culpada e se questione sobre as decisões tomadas durante o tratamento. No entanto, é importante lembrar que você fez o que estava ao seu alcance e que tomou as decisões com o melhor conhecimento disponível na época. O tratamento contra o câncer é complexo e imprevisível, e muitas vezes as reações aos medicamentos podem ser difíceis de prever.

      Ninguém tem o poder de prever o futuro ou controlar todas as circunstâncias. O importante é que você esteve ao lado de seu pai, apoiando-o e cuidando dele com amor e dedicação. Você fez tudo o que podia fazer como filha, e é importante lembrar que a vida é imprevisível e nem sempre podemos evitar certos desfechos.

      Neste momento de luto e dor, é fundamental permitir-se sentir e processar todas as emoções que estão surgindo. Não há prazo para superar a perda de um ente querido, e cada pessoa enfrenta esse processo de forma única.

      Tente não se culpar excessivamente e, em vez disso, procure apoio emocional para ajudá-la a atravessar esse momento difícil. Compartilhar suas emoções com amigos, familiares ou um profissional de saúde pode ser uma maneira valiosa de encontrar conforto e apoio.

      Lembrar-se das memórias preciosas e dos momentos compartilhados com seu pai pode ser uma forma de honrar o seu legado e mantê-lo presente em seu coração.

      No mais, eu te diria para que você possa se peminir viver o processo do luto e encontrar formas de lidar com a perda de maneira saudável e respeitosa a si mesma.

      Com os mais sinceros pêsames,
      Katiane ??

  16. Oi me chamo Larissa,
    Dia 04/09 fizemos aniversário surpresa de 50 anos para meu pai. Ele se sentiu tão feliz, tão emocionando.
    Em outubro ele passa mal, minha irmã o levou em uma clínica particular , foi feito ultrassom, ressonância e detectado apenas pedras na vesícula.
    Dia 04 de novembro, ele passou muito mal levamos a UPA, 9h da manhã, feito todos os procedimento, 18h ele foi operado, cirurgia durou 5h, onde a notícia final foi ‘ quase nao consegui operar, um câncer enorme no pâncreas, ele só um Milagre , pra Deus nada é impossível ‘.
    Então começou nossos dias de luta e nada de dias de Glória!
    Foram 73 dias, pra ele era longo (sem dor nenhuma, sem morfina, sem sofrimento) e pra nós foi muito rápido. Até que 17 janeiro, Venho sua morte, em casa, nos braços da filha do meio.
    Meu Pai já estava com muitas metástase, não tinha mais o que fazer.
    Mais tudo que ele quis foi feito hoje só nos resta saudade.
    Eu não consigo aceitar porque não fiz nada, porque Deus levou um homem tão bom , cheio de vida.
    Não consigo aceitar porque não fiquei mais perto dele, porque? Por que ? Por que ? Por que ?

    1. Oi Larissa! Entendo sua dor. Apesar de todos os cuidados que dedicamos, e sempre com muito amor, ainda assim muita gente carrega sentimentos de culpa, por achar que de repente podia ter feito mais, ou que podia estar mais atenta antes, para que não chegasse ao ponto que chegou.

      Essa é uma angústia que pode trazer também insônia, perturbações, dor de cabeça, crises compulsivas de choro e alterações bruscas de humor. Procure ajuda de um psicologo. Você não deve viver se sentindo culpada. Acredite, você fez tudo o que pode, nas condições que você tinha. Abraços, Katiane

  17. Faz um ano e dez mes que perdi meu pai para o cancer
    Desde que descobrimos essa doenca foram 8 mes quando eu descobri que meu pai tava com essa doenca eu queria grita chora mas eu nao podia eu tinha que ser forte e eu nao tinha coragem de conta pra ele esperei o medico conta tinha medo da reacAo dele mas ele me surpreendeu ele foi tao forte quando estavamos saindo do consultório ele olhou para tras e falou dr eu vou sarra e vou volta aqui o medico olhou com uma cara de dó pq sabia que ele nao.ia volta estava mt avançado a doenca ele me perguntou o que era quimio e eu falei ele olhou pra mim e falou vou cagar esse tumor ele tinha esperança naquela hr eu falei que estaria com ele ate o final como doia ver ele fazer planos ele nunca reclamou de nada nem de dor nada pra mim mas eu sabia que.ele chorava e falava q nao ia aguentar mas pra mim nao ele queria ser forte e eu tbm queria ser forte mas foram mt noite eu chorrei pq eu nao queria perde ele ve ele fazendo planos lutando e como lutou foram mais de 20 internamente 58 bolsa de sangue 10 radioterapia 30 quimioterapia e ele sempre forte na minha frente ele confiava tanto em mim que tudo que ia toma ele me perguntava meu pai lutou pela vida ele tinha esperança.um dia ele chegou em mim e falou que nao.ia aguentar e ia morrer foi a unica vez que.ele reclamou pra mim queria chorra mas eu nao podia pq tinha que ser forte no msm dia ele deu entrada no hospital e la falaram que ele nao voltaria pra casa foram dez dias mais triste da minha vida meu pai sofreu mt na ultima noite ele gritava e falava pra mim que ele tava indo e era pra mim ajuda ele e eu nao podia fazer nada a pior dor de uma fiha e se ajoelha e pedi pra deus leva seu pai pra tira ele daquele sofrimento e eu tive que pedi meu deus como me doeu pedi pra deus leva a pessoa que eu mais amava e assim foi meu pai descansou como foi triste perde ele doi demais me falaram uma vez que essa dor passaria mas nao e verdade nunca vai passa

    1. Marluci, entendo a sua dor. Esse não é um processo fácil! Só quem já perdeu alguém próximo sabe a dor e a confusão emocional que é lidar com essa ausência. Vários sentimentos (como tristeza, raiva, saudade, frustração, impotência, solidão), se misturam em uma coisa só, que chega a doer fisicamente.

      O que posso te dizer é: siga firme! Tenho certeza que outras pessoas precisam de você.

      Abs!??

    2. Essa dor não passa nunca mais!! Choro quase todos os dias lembrando do meu barriguinha de canapu. Se eu pudesse imaginar que eu iria perder ele tão cedo, teria deixado de agir com tanta imaturidade. Amo demais ele, mas a saudade aperta muito. Meu velhinho te amo demais.

      1. Igor,

        Sinto muito pela profunda dor que você está enfrentando. Perder alguém que amamos é uma das experiências mais difíceis que a vida nos impõe. O luto é um processo complexo, e cada um de nós o vivencia de maneira única, com lembranças e saudades que nos apertam o coração.

        É normal chorar e sentir essa saudade imensa. Amar alguém tão especial como seu “barriguinha de canapu” é um privilégio e, tenho certeza, ele também sentia todo o amor que você tinha por ele.

        Talvez a maturidade que você mencionou seja um entendimento que surge no processo do luto. Às vezes, nos culpamos por coisas do passado, mas é importante lembrar que estávamos fazendo o melhor que podíamos com o que sabíamos naquele momento.

        Compartilhar suas emoções e memórias pode ser um passo importante para lidar com essa dor. Se você achar útil, considere procurar apoio de um profissional de saúde, como um psicólogo. Não hesite em buscar ajuda para enfrentar esse momento difícil.

        Seu “velhinho” certamente sente o seu amor, mesmo que não esteja fisicamente presente. Continue honrando a memória dele com seu amor e carinho.

        Abraços, Katiane

  18. Lindo texto e confortante. Meu papai nos deixou fazem apenas 4 dias sinto uma dor profunda, um desespero de nunca mais o vê-lo nessa vida. Não tenho vontade de levantar da cama, vou no quarto em que ele dormia na minha casa e converso como se ele ainda estivesse ali, pego um suéter dele e meu Deus ainda tem o cheirinho do meu pai e choro tanto, está difícil demais ainda não voltei a trabalhar.
    Tudo começou com um AVC, após uma ligação de que meu pai não estava bem que ele teria tentado ligar e não ter falado nada com nada eu voei com meu carro até onde ele morava, foi a ida de carro mais longa da minha vida eu orava e chorava para que meu pai não estivesse morto, passou um filme na minha cabeça dos nossos momentos de pai e filha juntos. O papai morava sozinho nunca quis morar comigo e deixar a casa dele era separado da mãe. Em fim, encontramos papai caído no chão no campo, papai era um homem muito trabalhador e humilde, horas depois do AVC, com a ajuda dos bombeiros o levamos ele para o hospital. Começou ali uma luta árdua pela vida, foram quase 7 meses em que meu guerreiro lutou tanto para viver. Mas infelizmente, com o AVC veio muitas complicações o principal foi o coração, em que ele já era cardíaco antes do AVC e piorou o quadro, além de já ser hipertenso e diabético. Nesse tempo o papai teve pneumonias, infecções, falta de oxigenação. Mas, o pior de tudo foi o final em que ele usava sonda nasogástrica e oxigênio nasal. Meu pai toda a vida foi um homem forte, gordinho sempre gostou muito de se alimentar, agora não podia mais pela boca. Imagina a minha tristeza de filha ele me pedindo comida e eu tentando explicar que era não era possível que o alimento dele ia por aquele caninho até o estômago, ou quando ele me pedia água e eu só podia dar poucas ml a ele. Aos poucos fui vendo o meu pai morrer, definhando em uma cama, depois do AVC ele nunca mais andou, sempre usou fraldas, sonda vesical, depois a sonda nasogastrica e oxigênio. Sua memória nunca mais foi a mesma, tinha apenas flashes em que o cérebro dele voltava, e lembrava de nós, na maioria do tempo não se lembrava. Aos poucos foi se indo, na alta da última internação a médica foi clara o papai estava sendo rebaixado, ou seja dali em diante só iria piorar, não tinha expectativas de melhoras, estava em estado terminal devido ao grave problema no coração. Sua voz foi ficando fraquinha agora só cochichava, foi se indo meu paizinho. Uma cuidadora, meu marido e eu cuidavamos dele em casa, mas eu também tinha meu trabalho e uma filha para cuidar, a sua netinha em que ele tanto amava, meu trabalho era um refúgio que eu tinha antes de entrar em casa eu ficava um tempo lá fora e chorava muito em ter que entrar e ver meu pai naquele estado definhando em uma cama. Eu não queria de maneira nenhuma que meu pai se fosse dentro de casa pela lembrança triste que iria ficar, mas meu estado de luto era de negação ainda, meu pai ficou inconsciente o corpo começou a dar sinais eu pensei comigo mesma, “o pai já esteve assim antes e voltou” então demorei um pouco e chamei a ambulância, ali minhas esperanças em que ele voltaria como antes acabaram. O enfermeiro disse “ele está se encaminhando para o fim, só vamos levar para o hospital pela criança não ver” meu mundo começou a cair, meu Deus meu pai estava morrendo e eu não reconheci não queria enxergar, até levei uma malinha com os pertences dele porque eu ainda esperava mais uma internação. Mas não deu tempo, papai se foi com uma parada cardíaca no hospital, seu corpo não aguentava mais e seu coração muito fraquinho parou. Tudo o que eu vivi foi tão triste, meu pai sempre foi um homem de muita fé em Deus, as vezes não entendo porque ele sofreu tanto antes de morrer. Ficou um vazio na minha vida, na minha casa, todo o dia vou no quartinho dele e digo “boa noite meu velhinho dorme com Deus” como eu de costume fazia, será que estou ficando louca?! Mas é uma forma que encontro de tentar amenizar essa dor que sinto que rasga a minha alma, sabe essa sensação que vc mencionou no seu texto “sensação de dever cumprido” eu não tenho, eu sinto que eu podia ter tentado mais alguma coisa antes e isso me entristece profundamente. Mas dentro das nossas condições cuidamos do papai, parte da minha família queria que a gente colocasse ele em um asilo mas não o fizemos e isso tenho orgulho de dizer que cuidamos até o fim dele. Tinha que ser assim, foi da vontade de Deus e creio muito que na eternidade vou encontrá-lo. Vou amá-lo pra sempre e guardar as melhores lembranças de um pai maravilhoso que tive, um avô amoroso, um servo do Senhor, humilde e trabalhador que orgulho que eu tenho do papai que eu tive nessa vida. Quero crer que com o tempo essa tristeza vai amenizar e vai dar lugar a saudade apenas. Força para nós!

  19. Que história de “superação “incrível…Minha família tá vivenciando um processo terrível do que é o luto…Nosso patriarca perdeu para covid..E continuamos como balões soltos no ar sem saber exatamente como “rodar a chave e reaprender a caminhar…Nosso paizinho era o nosso porto seguro…Um homem cheio de vida e alegria…Que faleceu sozinho…E nós deixou em pedaços

    1. Oi Kátia! Meus sentimentos pela partida do seu pai. De fato a dor pela partida de alguém que amamos é algo inexplicável e no início é muito difícil. Mas é preciso buscar forças. Felizmente estado de sofrimento extremo, na maior parte das vezes, não perdura no tempo. esta fase de ‘balões soltos no ar”que você relata, é normal. Ainda vai levar um período, mas vai passar. A superação do luto ocorre gradativamente; vamos recuperando a energia, e o nosso Eu vai voltando a se organizar e se fortalecer. Forças para conseguirmos dar apoio a aqueles que ainda estão aqui, e que também amamos. Forte abraço

  20. Muito triste os depoimentos, só sabe dessa dor quem passa por ela. Perdi meu pai dia 23/04/2020 pra um câncer de instetino com metastese, muito triste essa doença que vai debilitando e te deixando fraco. Hoje ainda não me recuperei da dor e acho que não vai passar nunca.

    1. Oi Andrea, é uma dor que a gente não consegue explicar. Concordo com você… ver alguém que você amada ficando debilitado dia a dia, seja por qual doença for, é muito triste. Compartilhamos histórias parecidas. É como falei para a Girlany, você precisa sempre lembrar que sua missão ainda não acanhou e certamente e certamente ele iria querer te ver bem! Antes de mais nada, coragem! Bjs

  21. 2 anos que perdi meu pai parece q foi ontem não consigo me recuperar não falo pra ninguém mais minha felicidade hj e superficial carrego uma tristeza e um vazio muito Grande no coração quando lembro me falta até o ar .parece q meu refúgio e comer então engordei mais de 30 kilos .se pudesse nem de casa sairia..que tristeza que sinto.???

    1. Oi Girlany! DE fato é muito difícil lidar com a dor da partida de alguém que amamos. Faz quatro anos que meu pai morreu… por vezes a saudade bate tão forte, que lagrimas acaba caindo. Mas amiga, não podemos deixar que esta dor consuma nossos dias, nossa saúde, nossa alegria. Se você sente que ainda está pesado, procure ajuda em grupos de apoio ou até mesmo em terapia. Você precisa sempre lembrar que sua missão ainda não acanhou e certamente e certamente ele iria querer te ver bem! Pense com carinho! Bjs

  22. Oi Katiane, sou Luciano moro em Florianópolis, e recentemente perdi meu pai no 25/12/2020 – para um infarto, no dia 23/12 estava saindo para buscar compras no mercado com minha mãe, ao avançar no farol minha mãe sentiu uma fisgada brusca no freio do carro e viu que meu pai estava desmaiado, saiu gritando por socorro na rua, e meu pai foi reanimado pelos policiais do posto onde tinha sofrido a parada cardíaca. Teve uma melhora no hospital quando foi 24 para dia 25/12, médicos informaram um batimento muito rápido do coração, e as 3:30 do dia 25/12 faleceu. Uma dor gigante e tenho trabalhar todo dia com essa dor. Meu pai foi sempre durao honesto e sinsero, mas não aguentou faleceu.

    1. Oi Luciano! Entendo perfeitamente a sua dor. Meus sentimentos pela partida do seu pai.
      Lidar com a partida alguém que amamos é bem difícil… o luto é uma das experiências mais doloridas que podemos vivenciar. Lembro de me sentir desorientada, uma sensação de vazio. Confesso que até hoje, e já se passaram 4 anos, ainda sinto a dor da partida. Não na mesma intensidade, mas as vezes, ainda me faz chorar. Mas o processo é esse mesmo! A superação do luto ocorre gradativamente; vamos recuperando a energia, e o nosso Eu vai voltando a se organizar e se fortalecer.
      Força Luciano! Certamente há muitas pessoas ao seu redor, que continuam aqui e precisam de você! Abs

  23. Ola katiane, dia 4 de nov o meu pai queixou se de uma dor nas costas. Dia 5 as 8 da manha ele bateu me a porta dizendo que tinha que ficar internado tinha uma pneumonia grave.durante esse dia todo perguntei lhe se era so a pneumonia pois achava que ele estava muito estranho. Foi então que ao fim de varias tentativas ele me disse que a medica viu um nodulo no pulmao. Depois Daí ficou internado fez abiopsia e veio só a confirmar câncer ? no dia que fez a biopsia teve uma trombose na perna derivado a anastesia coágulo o sangue, mas até ai ficou podendo vir pra casa ao fim de uns dias as dores o cansaço sempre a aumentar a fraqueza ate que foi novamente para hospital novamente internado, uma ambulia no pulmão e anemia grave… e os tratamentos iam se adiando ficou la ainda uns20 dias voltou a vir pra casa e passado uns depois do jantar teve um avc voltou para o hospital , anemia piorou muito e ele teve que levar uma transfusão de sangue faleceu nesse mesmo dia as 21;40 tinha 56 anos feitos no hospital é uma dor sem fim tanho 25 anos nunca pensei perder o meu pai o melhor amigo o meu professor da vida assim pra esta doença no dia de natal o medico autorizou a minha visita, e ele chorava muito ao ver me e isso ainda esta na minha memória o sofrimento dele???desculpe o meu grande texto.um beijo

    1. Oi Andreia! Entendo perfeitamente sua dor. Acompanhar todo este processo ao lado daqueles que amamos é muito dolorido. O impacto de uma doença como o câncer não afeta apenas o paciente, mas estende-se a todo o universo familiar. Procure se lembrar que você estava lá. Tenho certeza que isso por si só já deve ter proporcionado acalento no coração de seu pai. No mais, te desejo força, todos os dias. Tenho certeza de que, onde quer que ele esteja, seu pai deve ter muita gratidão, amor e orgulho de você! Bjs

  24. To muito triste,pesquisando achei seu posto.Perdi meu pai p o câncer,nem chance de lutar teve. Cada dia q passa achei q fosse passar essa dor! Mas não fica pior? mais triste ainda não ter ninguém p conversa sobre o q to sentindo,as pessoas parece q não se importa com sua dor. Ainda ouvi da minha mãe …q eu não to sofrendo mais q ela?pensso no meu pai 24 hs ,faz 2 meses q ele não está mais conosco,tanta dor ,quanta saudades. Desculpa foi só um desabafo. Deus nos abençoe!

    1. Oi Renata! Sinto muito por sua dor. Sei bem como é… a dor pela partida de alguém que amamos é algo inexplicável e no início é muito difícil. Em meu caso, conforme os meses iam passando, sempre no dia em que ele faleceu, nos lembrávamos. No primeiro aniversario (dele) sem ele, no primeiro dia dos pais… como foi difícil! Mais ainda no primeiro natal e virada de ano. Era como se não tivéssemos o que comemorar. Me foquei no pensamento: “Antes de mais nada, FORÇA!”. E é o que lhe desejo, FORÇA! Tenho certeza de que, onde quer que ele esteja, seu pai deve ter muita gratidão, amor e orgulho de você! Abraços, Katiane

  25. Oi! eu perdi meu pai a 20 dias e não sei como sair dessa tristeza profunda… li o seu post e estou tentando ter força e coragem para continuar. O meu pai lutou cotra o câncer esse ano foram exatamente 8 meses ele foi um guerreiro!!! Ele era meu melhor amigo sinto tanto a falta dele. as vezes não tenho vontade de me levantar mas sei que preciso. na maior parte do tempo lembro do sorriso, do olhar …. tudo me lembra ele… Obrigada por ter compartilhado sua historia isso ajuda muito!!!

    1. Oi Angélica! Lidar com a partida de alguém que amamos não é simples. Somos dotados de sentimentos que nos remetem à saudade daquele que se foi e à dor da perda pode ser grande. É natural que a morte de uma pessoa amada abale nossas tarefas diárias, principalmente por se estar diante de um momento de dor.

      Cada um de nós tem seu tempo para processar o luto e é preciso ter paciência para reorganizar a vida aos poucos, um dia de cada vez. Voltar às atividades que proporcionam prazer e alegria é um primeiro passo importante. É bom lembrar que seu pai amado estaria feliz em ver o seu momento de superação. Me apego a isso diariamente!

      Abraços, Katiane

      1. Perdi meu pai em 17/05/2019, fazem 7 meses. Meu melhor amigo infartou aos 77 anos. Era diabético e amputou os dedos dos pés. Teve alta dia 17/04 para infartar em casa 1 mês depois.
        Não sou a mesma pessoa. Minha fuga é a bebida. Quero beber para esquecer e não chorar. Sinto uma angustia enorme. Sou filha unica. As vezes sinto vontade de sumir…é angustiante saber que nunca mais irei ver meu pai….

        1. Olá Simone! Perder alguém que amamos nunca é fácil, e o luto é uma das experiências mais doloridas para o ser humano. E infelizmente, o luto não pode ser curado, uma vez que não é uma doença. A priori, o luto é uma reação natural a perda de alguém ou algo muito importante em nossa vida.

          Quanto mais próxima for a pessoa, mais dolorido será o sentimento de perda. Choro, desanimo e sensação de dor são sentimentos normais.

          Cada pessoa tem a sua forma de reagir diante do luto. Não existe um padrão único para todas as pessoas, sendo que cada uma vive de um jeito diferente. Algumas pessoas se calam, outras se fecham em seus mundos, se afastam. Ainda há quem se torna ativo, querendo falar, chorar abertamente e estar acompanhado. Em todos esses casos, existem uma coisa em comum: todos estão sentindo dor, e precisam ser respeitados.

          Entretanto, deve-se ficar alerta para o quadro do luto quando ele afeta bruscamente na vida, como abandono de emprego, de escola, namoro ou casamento, não conseguir se preocupar com seus filhos ou com suas contas, emagrecer ou engordar significativamente, assim como passar a ingerir bebida alcoólica, desmaios, taquicardias, dores diversas. Esses quadros requerem um acompanhamento psicológico. Quem sabe um um profissional possa ajuda-la a passar por este processo?

          Para te ajudar a lidar com o luto, reuni alguns sites que podem auxiliar nesse momento. Deixarei eles aqui, e você pode se sentir a vontade para visita-los, conhece-los e receber auxilio neste momento, OK?

          Abraços, Katiane

          Vamos falar sobre o luto? http://vamosfalarsobreoluto.com.br | Laços e Lutos https://lacoselutos.com.br | Perda e Lutos https://perdaseluto.com |

        2. Perdi meu pai também de infarto fulminante, tem 15 dias, ele era muito saudável, 78 anos. Também sou filha única. Tudo está muito difícil, as vezes vontade de ir junto com ele, mas minha mãe tb é minha joia rara, preciso cuidar dela. Mas força as vezes vai embora, a saudade aperta, o coração fica dilacerado.
          A vida vira de ponta cabeça, morávamos longe, hoje não sei nem para que lado devo seguir.
          Com uma semana do falecimento fui até o tumulo e o cheiro de decomposição me matou mais um pouco. Estou bem perdida. Quanta saudade…..

          1. Oi Patricia! Meus sentimentos pela partida do seu pai. De fato a dor pela partida de alguém que amamos é algo inexplicável e no início é muito difícil. É difícil dizer adeus quando se quer ficar, e difícil sorrir quando se quer chorar, e ainda é mais difícil saber que a partir daquele dia, eu não o teria mais ao meu lado. Lembro de me sentir desorientada, uma sensação de vazio. Só quem já perdeu alguém próximo sabe a dor e a confusão emocional que é lidar com essa ausência. Vários sentimentos (como tristeza, raiva, saudade, frustração, impotência, solidão), se misturam em uma coisa só, que chega a doer fisicamente.

            Mas é preciso buscar forças. Felizmente estado de sofrimento extremo, na maior parte das vezes, não perdura no tempo. A superação do luto ocorre gradativamente; vamos recuperando a energia, e o nosso Eu vai voltando a se organizar e se fortalecer. Forças para conseguirmos dar apoio a aqueles que ainda estão aqui, e que também amamos, como sua mãe por exemplo. Me ajudou muito pensar que eu ainda tenho uma missão a cumprir e mesmo que ele já não esteja mais entre nós, ficaria orgulhoso de minhas escolhas. Tenho certeza que o seu também ficará das suas. Bjs e coragem!

        3. Que dor. Lendo a sua história me dá força. E muito difícil perder o nosso melhor amigo . O nosso PAI. O homem que nos mostrou o mundo. Faz hoje 28 dias que o meu pai me deixou! Isto não é fácil meu Deus . Mas obrigado por dividir sua história linda ❤️

  26. Muito lindo seu depoimento. Eu perdi o meu pai recentemente e o que relatou aconteceu comigo e minha família. Eu escutei uma frase de um amigo durante o Luto .. “o mesmo amor que nos une é o que nos conforta” … me ajuda até hoje. Hoje ajudamos pessoas e famílias que passam por isso … se permite, vou compartilhar seu post .

    1. Olá Rodrigo! Belíssima frase dita pelo seu amigo e mais ainda o que você tem feito com sua dor: ajudar pessoas e famílias que passam por isso. Quando compartilhamos, nos tornamos mais fortes. Parabéns e fique a vontade em compartilhar este post. A ideia é poder ajudar! Abraços

  27. Chorei muito com os depoimentos de vcs…perdi meu paizinho há 2 anos para o câncer e cirrose hepática…sinto tanta falta dele ..passamos por momentos tristes no hospital. Eu nunca havia perdido ninguém próximo…achava que perderia meus avós que estão com 90 anos mas não ele primeiro. …como dói. Obrigada pelas palavras de vcs… conforta a gente…bjs

    1. Oi Aline! A dor da partida de um ente querido é uma dor que não cura, ela se transforma. Primeiro vem a dor da separação, depois o tempo entra em ação e dá sentido às coisas, tornando a dor de uma perda no prazer da saudade, sentimento que só ocupa o espaço das grandes pessoas que passam por nossas vidas. Às vezes faz chorar e às vezes faz sorrir. Quando compartilhamos, força aí! Bjs

  28. Olá Katiane…meu nome é Renata Vieira…perdi meu pai tbm pro câncer(doença q não é fácil pronunciar) daí já me identifiquei c vc…desde o começo de 2017 meu pai veio à passar mal…td começou depois q ele operou de hérnia umbilical…sei q não tem nada haver mas depois dessa simples cirurgia meu pai veio adoecendo lentamente…em abril do mesmo ano ele teve sua 1°crise convulsiva…ficou internado por 3 dias e recebeu alta c exames realizados e p serem realizados…tudo pela rede pública q mtas vezes demora mto…em maio a 2° crise(11 de maio qdo ele e minha mãe completaram 50 anos de casados e eu e meu marido 15 anos de casados…dia bem marcante)…em meados de julho a 3° crise…só aí o neuro q o acompanhava passou fenobarbital(gardenal)…ele não teve mais crises assim…mas em outubro de 2017 ele teve pneumonia q foi tratada em casa…em dezembro descobrimos uma trombose na perna esquerda…passou se o ano e como ele estava bem melhor podemos nos aliviar um pouco de toda aquela angústia…em março de 2018 eu até viajei c meu marido e minhas filhas(Maria Fernanda-15anos e Ana Carolina-11)…fui tranqüila p/ Florianópolis sabendo que meu paizinho estava bem…eu ligava pra falar c ele e minha mãe todos os dias em q fiquei fora de São Paulo…e ele sempre falava q era pra eu voltar logo pq ele estava com saudades tadinho!!!…ficamos fora 9 dias…ele disse q parecia ser 30 dias coitado de tanta saudades da gente…bem…até aí tudo bem…mas qdo menos esperávamos em maio ele sofreu um AVC e ficou 18 dias internado…foi mto bem tratado assim como nós os familiares que o acompanhava…e dali em diante além da.medicação pra epilepsia ele passou a tomar anticoagulante(xarelto)…passou a ter acompanhamento com vascular….nesse meio tempo de correrias meu pai fez todo tipo de exames…menos a endoscopia pra saber a causa de um soluço q era interminável…ele chegava a ficar soluçando 20 dias seguidos coitadinho…e não podia ser anestesiado pelo menos durante 3 meses por conta do AVC…era perigoso ele não voltar da anestesia…então esperamos até mais ou menos a data pra fazer essa endoscopia q foi por volta de setembro de 2018…mas não deu certo…meu pai foi internado com pneumonia e ficou 21 dias tomando antibióticos…na verdade eles testaram 2…no 3° o corpo dele respondeu à medicação…pq ele estava com uma bactéria mto resistente…toda essa correria eu o acompanhava…ele sempre falava pra todo mundo q eu era a companheirona dele…q eu quem o ajudava mto…somos em 4 irmãos…cada um tem sua vida…trabalham fora…um deles mora em Araraquara…eu já trabalhei mto e já tive meu próprio negócio…mas vendi meu comércio e meu carro pra comprar meu apartamento…depois disso eu virei autônoma…sempre tenho alguma coisa pra vender e ajudar na renda familiar…mas enfim…eu na verdade era a filha mais disponível à eles(e sou a filha mais agarrada tbm…depois vem meu irmão de Araraquara….rsrsr)…oq eu pude fazer pra ajuda-lo eu não hesitei…eu fiz não só por obrigação mas mto mais por amor…afinal ele foi o 1° Homem com quem eu quis casar rsrsr…o Homem q eu mais amo nesta vida e além dela…meu pai voltou pra casa no começo de outubro…só q reparamos q ele se debilitava cada vez mais…foi igual ao seu paizinho…já não fazia as coisas sozinho…tínhamos q ajudá-lo a levantar da cama…colocar comida na boca…dar banho…e todas as outras coisas rotineiras…sua fala tbm estava comprometida…ele tinha confusão mental…tinha q fazer inalação todos os dias pq já não respirava bem por conta da pneumonia q não o largava…fora o soluço(q até apelidei de Seu Lúcio…e ele ria com isso)…passamos o mês de outubro cuidando dele em casa…no começo de novembro ele passou mto mal e tivemos q chamar a ambulância pra leva-lo rapidamente pro P.S no meu bairro…ali ele ficou 3 dias c suspeita de infarto e foi transferido pra o P.S Central de São Bernardo do Campo…onde foi internado outras vezes…ali ele teve toda assistência possível no CTI e tbm na UTI…lá eles realizaram vários exames e descobriram q ele tinha tido outro AVC grave …em uma certa hora eu questionei a endoscopia…ali eles alegaram q o foco seria o AVC q foi mto grave…depois eles partiriam pra outra etapa onde se realizaria a tal da endoscopia…passaram se 3 dias e meu pai precisou ser entubado…me partiu o coração saber q ele estava em coma…mas não deixamos de ter fé e falar no ouvido dele o qto era importante ele lutar e saber q amávamos mto e ele não estava sozinho….fora q eu cantava pra ele e mesmo toda desentoada…eu percebia q os batimentos dele melhorava…assim foi 12 dias…depois foram tirando a sedaçao aos poucos pra depois desentubar…meu medo era ele voltar do coma e não conhecer mais ninguém…um belo dia eu cheguei na UTI e lá estava meu paizinho com os olhinhos abertos e qdo eu o chamei ele me procurou c os olhos na hora…sempre íamos minha mãezinha e eu visita-lo os dois horários que tinha por dia…meu irmão iam qdo dava…o de Araraquara vinha todos os finais de semana…no meio da 1° semana de dezembro de 2018 os médicos cogitaram a possibilidade de um câncer…ele estava mto amarelo c icterícia e mto inchado…talvez poderia ser tbm das medicações…então o tranferiram para outro hospital p obter o diagnóstico certo…minha irmã foi c ele após a visita da tarde e aquele dia eu iria de noite com minha mãezinha pra ve-lo…isso foi numa quinta-feira…então minha irmã disse q nem adiantava eu ir na visita do outro hospital pq ela não tinha conversado com o médico q irai cuidar dele…fui no outro dia sexta feira…enquanto minha mãe rezava o terço ao lado de meu pai…a médica me chamou pra conversar…e c mta delicadeza e humanidade ela disse q era 95% de cahnce de ser a tal doença…bom o diagnóstico só foi confirmado mesmo no sábado dia 16…daí em diante nossas vidas tinham tido um solavanco…um choque…igual vc disse primeiramente CORAGEM…foi oq tivemos…eu tinha decidido juntamente com minha família q eu ficaria com ele o tempo todo de acompanhante…não iria revezar com ninguém…ficamos na UTI humanizada…os médicos já haviam aberto a visita o dia todo sem limites de pessoas(entrando 2 por vez) pra poder despedir do meu Herói…desde então eu já havia pedido permissão p os enfermeiros e a médica pra fazer sua barba….eu não arredei o pé do lado dele…Katiane eu fiz oq nunca imaginei ter coragem…fiz a barda dele quase que completa pq como ele estava entubado não tinha como fazer tudo…então só ficou o bigode pra fazer…já tinha cortado as unhas uma semana antes…cortei os cabelinhos do ouvido e do nariz…passei creme depois de barbear…penteei os cabelos e o dexei lindo e cheiroso assim como sempre foi vaidoso…pedi sua bênção(mesmo sabendo q não me responderia)…e deitei na poltrona ao lado de seu leito…isso era por volta de quase 2hrs da manhã…qdo deu mais ou menos 4h28 eu acordei c um gelo q nunca senti e nem sei explicar…fiquei procurando pra ver se o ar condicionado estava perto da onde estávamos…mas não tinha nada o ar tava bem longe…qdo derrente o munitor começou a apitar e as linhas curvadas ficaram retas…ali meu paizinho tinha nos deixado…me deram toda a assistência qdo a enfermeira me tirou do quarto pra fazerem os procedimentos necessários…logo em seguida me chamaram de volta pro quarto pra terminar de fazer sua barba…eu já havia dado a pior notícia pros meus irmãos e marido….qdo cheguei no quarto meu marido chegou em seguida(depois q eu liguei avisando ele veio praticamente tele -transportado)…foi qdo comecei a conversar com meu pai dizendo q iria terminar a sua barba…q ele iria ficar igual sempre gostou…c.o rosto lisinho sem barba…e assim eu fiz…diz meu marido q uma das enfermeiras teve até q sair do quarto pra chorar…pq nunca tinha visto uma coisa assim tão tocante entre pai e filha…eu agradeci em nome de minha família à todos q ali estavam…até me pediram um abraço…isso me fez sentir q eu fiz oq prometi pro meu pai…q iria c ele até o fim já q ele me via como sua companheira…igual vc falou em um trecho…sensação de missão cumprida…hj eu sei a sensação da saudade do abraço e do beijo da pessoa que vc daria a vida por ela e não tem esse aconchego…as nunca vou esquecer seu cheirinho…seus beijos e abraços…os.conselhos e as broncas de amor…nunca questionei à Deus…e nem posso…pq sei q estarei c meu pai novamente em outro plano assim como nosso amor é mto além dessa vida…me identifiquei mto c vc Katiane…bjos e desculpa meu depoimento ser tão longo…mas depois disso eu me senti um pouco mais leve sabe?!?!?!❤

    1. Oi Renata!

      Que depoimento emocionante. Muito obrigada por compartilhar conosco esta fase de sua vida. É um belo exemplo de foça e determinação. A dor pela partida de alguém que amamos é algo inexplicável. Ainda que Deus nos ensine muitas coisas todos os dias nós nunca, nunca aprendemos a perder! E embora processo de luto não seja fácil, mas olhar para a dor faz parte do caminho.

      No início é muito difícil. Nos meses que se passaram, sempre no dia em que ele faleceu, nos lembrávamos. No primeiro aniversario (dele) sem ele, no primeiro dia dos pais… como foi difícil! Mais ainda no primeiro natal e virada de ano. Era como se não tivéssemos o que comemorar. Só dava para pensar: “Antes de mais nada, FORÇA!”

      Mas aí o tempo entra em ação e dá sentido às coisas, tornando a dor de uma perda no prazer da saudade, sentimento que só ocupa o espaço das grandes pessoas que passam por nossas vidas. Às vezes faz chorar e às vezes faz sorrir.

      Feliz daquele que teve (como nós duas), daquele que tem ou terá alguém para amar…
      Mas o melhor é manter, independentemente de qualquer coisa, este amor feito saudade eternamente no coração! Tenho certeza de que, onde quer que ele esteja, seu pai deve ter muita gratidão, amor e orgulho de você!

      E antes de mais nada minha amiga, FORÇA!

      Grande abraço, Katiane

      1. Quão triste é a dor de quem vê seu Pai agonizando por essa doença no hospital. Meu Pai lutou tanto tanto ficou 90 dias internado da 1 vez. Vou resumir só sinto saudades do meu velho mais tb sentimento de dever cumprido. Dói demais.

        1. Regis, compreendo sua dor. É sim um processo duro, triste.

          Por fim te deixo a seguinte mensagem: Siga firme! Toda dor sempre nós traz uma lição, um aprendizado, uma transformação. Tenho certeza que próximo a você deve ter outras pessoas que precisam de sua força, de sua atenção, de seu amor.

          Guardo na lembrança as lições me meu pai me deixou… lembro com saudade, com carinho. O tempo foi amortecendo a falta e fortalecendo a crença da importância de estar, de fato, presente na vida de quem amamos. Nos nunca saberemos o dia que alguém próximo, ou nós mesmos, iremos partir. Por isso, aproveitar cada momento, viver na lembrança das pessoas, é o que nos torna imortais.

    2. Coincidência! Lendo seu relato, meu pai também operou de hérnia e depois disso, a saúde foi fragilizando até aparecer um CA. 12/05/22 meu pai faleceu. Recusou-se a imunoterapia sabendo que era apenas 1 milagre sua cura. Muito triste, estou! Busco forças para encontrar um trabalho e seguir adiante.

      1. Oi Janaina! Entendo perfeitamente a sua dor. Força, por você e por sua familia. Quando alguém que amamos parte, durante um período fica um vazio que, com o tempo, é preenchido pelas lembranças. ?

    3. Muito lindo a força e a determinação e a esperança dela, só fiquei meio triste porque em nenhum momento eles mencionaram Deus,.

      1. Oi Renata! Gratidão por seu comentário. Penso que 50% da minha força vem de Deus os outros 50% vem da minha Fé que tenho por ele. Em minha visão, ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.

        Fique bem! Abs!??

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